No pós guerra, já vivíamos um clima de Brasil grande, maior estádio do mundo, Getulio praticamente eleito.
Quatro a zero contra o México, seis a um na Espanha, sete a um na Suécia. Contra o Uruguai bastava o empate. Éramos campeões, claro...
O Brasil fez primeiro gol. Friaca. Aí era a certeza, mas não sabíamos ainda que existia a tragédia. De repente, a máquina do mundo começou a trabalhar.
Schiafino empata. A bola rola. Depois Gighia faz dois a um. Para todos aquilo não podia ter acontecido. Não era real.
Meu avô chorava sem soluços, só as lágrimas. Ele me disse que o impressionante no Maracanã era o silêncio. Ninguém falava. Só se ouvia o ruído dos pés, descendo as rampas, o silêncio dos sapatos...
Tem gente que acha que o Brasil seria diferente se tivesse ganho a Copa de 1950. Se foi ruim ou bom não sei, mas naquele dia o Brasil conheceu o destino.
Começamos entender que a grandeza de um país não é abstrata. Apenas uma taça...
O Brasil chorou ali, mas cresceu... Por dentro.
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