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quarta-feira, 4 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2007

Manifestantes deitam em Copacabana para lembrar vítimas de violência

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Centenas de pessoas participaram na manhã deste sábado (7) de uma manifestação contra a violência na praia de Copacabana. Organizada pela ONG Rio de Paz, o protesto queria reunir mil voluntários para simbolizar as morte violentas no Rio, segundo as estatísticas do Instituto de Segurança Pública.

Vestidos de preto, os manifestantes se deitaram no calçadão de Copacabana, para fazer a contagem de mortos. O protesto contou também com parentes de vítimas da violência como os pais do menino João Hélio, Rosa e Élson Vieites; os pais da menina Gabriela - morta em 2003 na saída do metrô na Tijuca (Zona Norte) – Carlos Santiago e Cleyde Prado Maia; Tico Santa Cruz, vocalista do grupo Detonautas, cujo guitarrista, Rodrigo Netto, morreu ao reagir a um assalto em 2006.

No mês passado, cerca de 50 integrantes da mesma ONG fincaram 700 cruzes na areia da praia para representar as vítimas de violência no estado até aquele momento.

Também no mês de março, Tico Santa Cruz organizou uma "contagem de corpos" na escadaria do Palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O protesto reuniu cerca de 30 pessoas que se deitaram, e se pintaram de tinta vermelha numa alusão ao sangue derramado na cidade das vítimas da violência.

quinta-feira, 22 de março de 2007

sábado, 17 de março de 2007

A pura verdade!!!

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Tá lá o corpo estendido no chão...

A alma criança de João Hélio está em outras esferas.
Só seu corpinho frágil ficou ali.
Mas não ficou sozinho, não ficará nunca mais sozinho.
Junto ao menino, agora anjo, junto às lágrimas dos policiais e ao pranto de bicho para sempre ferido de seus pais e irmã, há muito mais.
Há o medo, o nosso terrível medo vestido de blindagens e grades.
Há a certeza feroz da impotência diante dos monstro sem sanguinário carnaval que nunca tem quarta-feira de cinzas.
Há a vergonha de viver em um país de covardes também integrantes do eterno carnaval brasileiro, onde usam a fantasia e a máscara imunda do poder, qualquer poder, para defender demônios, assassinos de nossas crianças.
As crianças de verdade, como João Hélio, ficam no chão, acompanhadas dos mais tristes sentimentos.
Os monstros vão para os braços dos covardese, em aliança infeliz, cantam loas à impunidade.
Covardes, são todos covardes.
E não adiantam passeatazinhas com pombinhas brancas.
Estas só servem para apagarmais rapidamenteas marcas de sangue inocente no chão e desanuviar consciências rasas, apressadas, já vendo Momo.
São outro desfile de covardesem carnaval impotente e mentirosode quem não se importacom nenhum João com nenhuma Maria.
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Postado por Igor Guilhon Marcadores: , ,
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Centenas de pessoas participaram na manhã deste sábado (7) de uma manifestação contra a violência na praia de Copacabana. Organizada pela ONG Rio de Paz, o protesto queria reunir mil voluntários para simbolizar as morte violentas no Rio, segundo as estatísticas do Instituto de Segurança Pública.

Vestidos de preto, os manifestantes se deitaram no calçadão de Copacabana, para fazer a contagem de mortos. O protesto contou também com parentes de vítimas da violência como os pais do menino João Hélio, Rosa e Élson Vieites; os pais da menina Gabriela - morta em 2003 na saída do metrô na Tijuca (Zona Norte) – Carlos Santiago e Cleyde Prado Maia; Tico Santa Cruz, vocalista do grupo Detonautas, cujo guitarrista, Rodrigo Netto, morreu ao reagir a um assalto em 2006.

No mês passado, cerca de 50 integrantes da mesma ONG fincaram 700 cruzes na areia da praia para representar as vítimas de violência no estado até aquele momento.

Também no mês de março, Tico Santa Cruz organizou uma "contagem de corpos" na escadaria do Palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O protesto reuniu cerca de 30 pessoas que se deitaram, e se pintaram de tinta vermelha numa alusão ao sangue derramado na cidade das vítimas da violência.
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sábado, 17 de março de 2007 às 3:13:00 AM | 0 comentários  
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A alma criança de João Hélio está em outras esferas.
Só seu corpinho frágil ficou ali.
Mas não ficou sozinho, não ficará nunca mais sozinho.
Junto ao menino, agora anjo, junto às lágrimas dos policiais e ao pranto de bicho para sempre ferido de seus pais e irmã, há muito mais.
Há o medo, o nosso terrível medo vestido de blindagens e grades.
Há a certeza feroz da impotência diante dos monstro sem sanguinário carnaval que nunca tem quarta-feira de cinzas.
Há a vergonha de viver em um país de covardes também integrantes do eterno carnaval brasileiro, onde usam a fantasia e a máscara imunda do poder, qualquer poder, para defender demônios, assassinos de nossas crianças.
As crianças de verdade, como João Hélio, ficam no chão, acompanhadas dos mais tristes sentimentos.
Os monstros vão para os braços dos covardese, em aliança infeliz, cantam loas à impunidade.
Covardes, são todos covardes.
E não adiantam passeatazinhas com pombinhas brancas.
Estas só servem para apagarmais rapidamenteas marcas de sangue inocente no chão e desanuviar consciências rasas, apressadas, já vendo Momo.
São outro desfile de covardesem carnaval impotente e mentirosode quem não se importacom nenhum João com nenhuma Maria.
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