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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Elegância de peso

Num mundo onde quase ninguém encontra-se satisfeito consigo e está sempre em busca de padrões distantes da realidade, são raras as pessoas que assumem sua condição e se mostram felizes. Nesta edição, o Eva traz o exemplo de seis mulheres corajosas, consideradas “gordinhas”, que revelam como superaram o preconceito.

Umas das cheinhas é Flúvia Lacerda, 28 anos, carioca que entrou para o mundo da moda há cinco anos. Isso mesmo, você não leu errado! Há uma década ela se mudou para Nova Iorque com o intuito de estudar inglês e lá foi abordada por uma editora de revista. “Ela me sugeriu a idéia de trabalhar como modelo “plus size”, elogiou meu rosto e o formato do meu corpo. Até então eu jamais havia ouvido falar e achei até que era piada”, diz.

Recentemente, ela esteve em Fortaleza onde fez campanha para a marca feminina Eveíza, especializada em tamanhos especiais. O Eva acompanhou o “making of”. “Essa é a minha primeira visita. A possibilidade de trabalhar dentro do meu País me enche de alegria, até porque a família do meu pai é de Fortaleza. Além disso, a campanha é maravilhosa”, empolga-se. Embora goste do Brasil, ela não pensa em ficar por aqui, e o motivo é claro: “sou cigana, gosto de arrumar a mala e sair mundo a fora”.
Flúvia confessa que antes de atuar como modelo sempre se interessou por moda, mas nunca considerou a idéia por acreditar que precisava ser “pele e osso” e esse, definitivamente, nunca foi seu biótipo. Hoje, deixou para trás o preconceito, e está tudo bem diferente.

Atualmente contratada da Agência Elite Models, Flúvia já fez editoriais para revistas como Glamour, Latina, Redbook, Marie Claire e campanhas para marcas de Nova Iorque como Igigi, Fashion Bug, Kiyonna e Dulce, além de várias lojas de departamentos, tanto nos EUA como no México e na Europa. Apesar do sucesso, a jovem admite que a noção das pessoas sobre a profissão de modelos “plus size” é bastante distorcida. “Acham que você pode ser enorme, mas não é bem assim. Há limitações de tamanhos e medidas também”, explica. Ela tem manequim 48, busto 1,09 m, cintura 90 cm, quadril 1,30 m e 1,70 m de altura.

E sobre preconceito? Flúvia diz que sempre ouve os comentários do tipo “você tem um rosto tão lindo”, como se não tivesse um corpo. “Isso costumava me irritar bastante, muito mais pela falta de educação das pessoas (...) E a idéia é simplesmente essa, eu sou feliz com meu corpo, não sinto necessidade de passar fome”, explica.

Saudável

A alimentação é um detalhe com o qual ela tem muito cuidado. Em sua casa, não entram comidas com pesticidas, químicos e hormônios. Na hora de exercitar o corpo, a paixão número um é a bicicleta, mas, além disso, faz aula de yoga bikram e flamenco.

“Sou altamente ativa. Em Nova Iorque, ter carro é um pesadelo. Sempre andamos a pé para tudo que precisamos fazer”, afirma. Quanto à beleza, demonstra carinho todo especial: sempre cuida da pele, com hidratante ou bloqueador solar, e bebe muita água.

Com tanta experiência, a modelo aconselha a mulheres que, como ela, sofrem com o olhar da sociedade e convida-as a celebrar a diversidade com alegria: “A questão é: por que não posso ser feliz como sou? É como costumo brincar: ninguém paga suas contas, então por que se ligar no que os outros pensam?”.
DN

domingo, 15 de abril de 2007

Má e falida, personagem de Alessandra Negrini acerta no visual. Figurinistas de 'Paraíso tropical' dão dicas para ficar elegante gastando pouco.

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Taís, personagem da novela da Globo "Paraíso tropical" interpretada por Alessandra Negrini, vive sem dinheiro. Sem disposição para arranjar trabalho, ela ganha a vida aplicando golpes nos outros. Tudo com muita elegância.

As figurinistas da novela das oito Natália Duran e Helena Gastal disseram que é possível estar sempre bem-vestida, mesmo com pouco dinheiro no bolso.


Para Natália, o segredo é saber aproveitar as liquidações, pontas de estoque e fábricas que vendem as peças de roupa diretamente para o cliente. "Tem vários lugares assim. São Paulo até tem mais que o Rio de Janeiro. Tem as pontas de estoque, em que, quando acaba a estação, tudo o que sobrou nas lojas vai parar na ponta de estoque.

Você encontra uma roupa pelo terço do preço que ela custava na loja", completa Helena. Outra dica da figurinista são os brechós chiques. "É possível comprar roupa de grife importada por um quinto do preço que aquilo custaria. Ainda é uma roupa cara, porque gente rica compra roupa, enjoa e usa só uma vez."


Quanto à mistura de peças, um dos segredos do visual de Taís na novela, Helena afirma que o melhor é investir em peças boas e básicas. "É importante investir em peças boas, que você possa usar muitas vezes.


Ao invés de ficar comprando uma coisinha, é melhor comprar uma boa calça, uma boa saia, que você possa montar de diversas maneiras. Com um bom jeans, sabendo misturar uma bolsa e uma jóia bacana, você dá charme a uma roupa." Da série faça você mesmo, ela dá a dica: "Você pega uma camisetinha, corta, bota um coletinho e pronto, você está um charme. O acessório dá um 'plus'. Você coloca um cinto e a roupa já cresce".

Identificação x admiração

Para criar o figurino das gêmeas Taís e Paula (ambas vividas por Alessandra Negrini), as figurinistas se preocuparam, além do perfil de cada uma delas, com a vida que a personagem leva, e o cenário em que ela está inserida.


"O que a dramaturgia quer dessas personagens? Que a Paula seja uma menina com quem as pessoas possam se identificar, e que a Taís seja uma menina que a gente possa admirar", descreve Helena. Paula, a gêmea boazinha, ganhou ares de boneca com as criações das figurinistas. "Ainda estamos começando com a Paula devagarzinho, porque ela está passando por várias fases. A fase Bahia, a fase Amazônia, em que ficou só de uniforme, e agora ela está indo para o Rio de Janeiro. Estamos construindo ela com uma graça de boneca", define Natália.

"A Taís é mais fácil, porque você vai às lojas e faz uma super produção", complementa. Helena lembra que o figurino da gêmea picareta é menos esportivo, com peças de seda, minissaias e botas.



A figurinista diz que ainda é cedo para avaliar a resposta do público - que costuma copiar nas ruas tudo de legal que aparece nas atrizes das novelas - com relação aos modelitos usados pelas personagens de "Paraíso tropical". Mas é fato que as duas já serviram de inspiração para muita mulher por aí.


"A gente já reparou coisas do tipo: um vestido que ela usou outro dia, fomos à loja e todos tinham sido vendidos. As vitrines também estão cheias de vestidos com botas. Fomos a um shopping e, não sei se por coincidência, as vitrines estavam com coletinhos, com uns looks meio parecidos com o da Taís", admite Helena.

Ela conta ainda que as miniaturas de roupas usadas por Bebel, a prostituta vivida por Camila Pitanga, também têm caído nas graças da mulherada brasileira. "O figurino dela tem feito bastante sucesso", garante.

sábado, 14 de abril de 2007

Gordinhos sofrem para encontrar roupas da moda

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Vestir uma roupa que esteja na moda pode parecer fácil para aqueles que estão em forma, mas para quem está acima do peso, a briga não é somente com a balança.

O mercado da moda aposta pouco em roupas para pessoas que estão fora dos padrões de magreza, mas nem por isso gostam de se vestir mal. Clientes não faltam. Pelo menos, é o que garante uma recente pesquisa do Ministério da Saúde, onde o Rio é apontado como líder entre as capitais com o maior percentual (48,3%) da população com sobrepeso.


A cantora Preta Gil, que foi a rainha da bateria da Mangueira este ano, já sentiu na pele a dificuldade de encontrar uma peça que se encaixasse no seu manequim.

“Já vesti 46. Aí, a solução é muita costureira na veia”, brinca. Ela completa: “Obviamente, as lojas não estão acostumadas a ter roupas maiores.

Vestindo 40 ou 42, você encontra roupa facilmente, mas de 44 pra lá, fica difícil”, declarou.

O problema, segundo ela, não é enfrentado somente pelas "gordinhas". “Problema com roupa, toda mulher tem. Estando ou não acima do peso.


Conheço muita mulher magra que tem perna comprida e não encontra calça para usar.”

A solução para Preta foi usar a criatividade. “Não adianta achar que você vai sair por aí vestido igual a todo mundo. Tem que ser criativo. Agora consigo comprar roupas de todos os estilistas que gosto”, disse a cantora.

A moda está tão ligada à boa forma que até virou tema do filme "O Diabo veste Prada", em que uma cruel editora interpretada pela veterana Meryl Streep faz questão de estar rodeada por profissionais bem vestidos, mas desde que vistam o tamanho 38.

A estilista Sabrina Toledo, de 28 anos, sabe bem a dor-de-cabeça que é achar roupas no tamanho 46. Ela própria vive essa rotina. Desapontada com o seu próprio mercado de trabalho, Sabrina lamenta a pouca oferta. “Roupa mais transada para gordinho não existe.


Para comprar calça jeans, tenho que pedir o modelo masculino, porque é mais fácil encontrar uma numeração maior.” Sabrina reclama que as lojas não estão preparadas para atender quem está acima do peso. “Nas lojas de gente gorda não há roupas para jovens, só roupas para velhos. É como se gordo fosse velho”, lamenta.

Gordinha assumida, a administradora Ana Letícia Richard, de 28 anos, que faz parte de comunidades no site de relacionamento Orkut, como "Sou gorda sim e daí" e "Sou gorda, mas sou feliz", acha que o mercado de moda já foi pior. “Fui obesa a minha vida inteira.

Visto 54 ou 56. Mas na minha adolescência era pior. Eu só encontrava aqueles conjuntos estampados horrorosos ou aquelas roupas muito escuras, com muito preto. Hoje, não é tudo que você encontra e não é tudo que fica bem, mas tem mais opção”, falou.

Letícia acha, no entanto, que os shoppings ainda oferecem poucas opções que caiam bem. “Moro em Nova Iguaçu e lá consigo achar uma roupa do mesmo modelo nos tamanhos 42 a 64. Mas, às vezes, vou a Petrópolis fazer compras”, disse. Ela aproveita e lembra que sapatos também são difíceis de encontrar. “É complicado achar sapato para pé gordo.”

Lojas têm pouca oferta de tamanhos maiores


Quem vai às compras comprova a dificuldade. O básico até existe, mas quando a idéia é achar um modelito mais fashion, aí a coisa se complica.

Poucas lojas investem em roupas com numeração acima do tamanho 44 e, aquelas que vendem, se arriscam pouco: geralmente optam pelos modelos tradicionais e têm poucas quantidades no estoque.

Na loja Oh, Boy!, a clientela é formada por jovens meninas em busca das últimas tendências da moda. Mas quem está acima do peso, pode sair frustrada de lá.

A numeração vai de 34 a 42, mas pode variar. “Tem tamanho 34 que é bem pequeno e tem 42 que é muito grande. Mas calças, saias, bermudas e shorts daqui não cabem nas mais gordinhas.

As blusinhas às vezes cabem”, afirma a vendedora Daniela Vasconcelos. Em alguns casos, a modelagem chega a ser tão pequena que até mesmo crianças conseguem comprar algum modelo, mas quem está acima do peso sofre.

“As gordinhas sabem que aqui não há tamanhos grandes. A gente até fala para o pessoal do estilo, mas a procura não é tão grande, porque as pessoas já sabem que aqui a numeração é pequena."

A timidez é outro fator que atrapalha na hora das compras. “Algumas pessoas se sentem constrangidas de perguntar se tem o seu tamanho. Na maioria das vezes, elas não perguntam se tem 46 ou 48, e sim até que tamanho tem”, diz Daniela. Outra vendedora da Oh, Boy!, Diana Castro, confirma: “Elas entram na loja, olham e dizem que aqui não tem roupa para elas.

Tive uma cliente mais gordinha que gostava de tudo e nada cabia nela. Ela adorou uma bermuda e queria comprar mesmo sabendo que não dava nela. Falei que era besteira gastar dinheiro com uma roupa que ela não poderia usar”, lembra Diana.

No Cantão, o maior tamanho não passa de 44. A nova coleção apostou na modelagem mais "ampla", como diz a gerente Andréia Candal, mas não foi pensando na juventude que está acima do peso e sim nas tendências da moda.

“A modelagem dessa estação acabou favorecendo as mais gordinhas, mas isso não foi de propósito. Temos poucas clientes gordinhas. Algumas tiveram neném recentemente, mas não são gordas. Estão apenas fora do peso”, diz Andréia.

A Triton tem algumas calças masculinas com numeração até 46, mas em pouca quantidade. Tamanho 48 nem pensar. A procura maior pela grife é de pessoas jovens e com corpos mais malhados.

“A gente foca muito nas modelos, mas conseguimos atender algumas pessoas mais cheinhas. Trabalho aqui há três anos e nunca foi cogitado aumentar os tamanhos.

Não sei se compensa financeiramente para empresa aumentar a numeração. Acho que em um ano, vendo, no máximo, 35 calças de tamanho 46”, estima o subgerente Rogério Balthazar.

Gordinhos levam mais de um modelo para garantir

Mas o que muitos empresários não acreditam é que vender roupas para pessoas com sobrepeso pode virar um bom negócio. “Quando a pessoa gosta de um modelo, acaba levando três ou quatro calças para garantir, pois sabe que se for em outras lojas, não vai encontrar”, diz o subgerente da Triton.

Na estilosa e conceitual Cavalera, o vendedor André Luiz Santos afirma que “grande parte dos gordinhos é tímida” e argumenta que a venda de roupas com numeração grande não é um bom negócio.

“A gente acumula no estoque o tamanho 44”, garante André. Seu colega de trabalho, Leonard Bernard, é outro que acredita que a população com sobrepeso tem vergonha de entrar na loja e perguntar se tem o seu tamanho de roupa.

“Eles ficam constrangidos de perguntar se tem o tamanho tal. Além disso, é difícil para o gordinho achar roupa transada e que esteja na moda, então quando ele encontra, aproveita a oportunidade e compra logo várias”.

A Ellus e a Fórum, duas marcas tradicionais, apostam nos tamanhos maiores para atender a clientela que vai de adolescentes a adultos, mas quase sempre visando o tradicional. “Quem vem aqui, diz sempre que não achou roupa em lugar nenhum. Por isso, eles sempre levam três ou quatro peças de uma vez.

O gordinho gosta do tradicional”, afirma a gerente da Ellus, Rosane Habib. Os modelos tradicionais das calças masculinas da Fórum chegam até o tamanho 52.

Já a modelagem feminina, chega até o 46. Às vezes, com um pouco de sorte, a cliente encontra uma ou outra peça 48. “Aqui a procura dos gordinhos é grande.

Público tem, mas não é o que predomina. Os tamanhos que mais vendem são os menores. Para os gordinhos, calça básica vende muito. Temos até algumas mais modernas, mas são poucas.

A gente não oferece nada que não favoreça. Queremos que o cliente se sinta bem”, fala a gerente Renata Abreu.

Segundo o gerente Marcos Albuquerque da Wöllner, é mais fácil vender tamanhos 48 ou 50 para jovens altos e fortes do que para pessoas com sobrepeso. “Os gordinhos já sabem as lojas onde comprar.

Na nossa loja, os tamanhos que mais vendem são 40, 42 e 44. É a nossa maior quantidade de peças.” Para não perder clientes, há alguma coisa no tamanho 46 para as mulheres e 50 para os homens, mas não é muito. “Infelizmente, o comércio hoje não está podendo arriscar.

Nos extremos, ou seja, nos tamanhos muito pequenos ou muito grandes, recebemos pouca coisa para vender. Então, costumamos ligar para os clientes e avisá-los. É comum um gordinho gostar de um modelo e levar todas as cores disponíveis, porque sabe que vai ter dificuldade de encontrar”, conta Marcos.

a descolada Redley, os maiores tamanhos de roupa chegam a 46 para homens e 44 para mulheres. Mesmo assim, a intenção não é vestir pessoas com sobrepeso, mas deixar a roupa larga e o mais confortável possível para os clientes. “Nossa modelagem não é muito grande. Ainda mais se falando de roupa de surfe, que a pessoa normalmente usa maior, para ficar mais soltinha. Acho que deveríamos ter, pelo menos, o número 48”, opina a gerente Fernanda Marinheiro.

A Enjoy é uma exceção no mercado.
A loja, no entanto, tem um estilo voltado para mulheres na faixa dos 30 anos. “Todas as peças vêm do tamanho PP ao GG. A numeração maior é a que acaba mais rápido.


A procura é tão grande que pensamos em atrair um público mais jovem”, diz a vendedora Edvania Ramos.

domingo, 18 de março de 2007

Bikini de 30 milhões de dolares

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Por esta grana, com certeza a mulher deve vir junto.
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Ele foi criado por Susan Rosen e carrega um total de 150 quilates em diamantes.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008 às 6:19:00 AM | 0 comentários  
Num mundo onde quase ninguém encontra-se satisfeito consigo e está sempre em busca de padrões distantes da realidade, são raras as pessoas que assumem sua condição e se mostram felizes. Nesta edição, o Eva traz o exemplo de seis mulheres corajosas, consideradas “gordinhas”, que revelam como superaram o preconceito.

Umas das cheinhas é Flúvia Lacerda, 28 anos, carioca que entrou para o mundo da moda há cinco anos. Isso mesmo, você não leu errado! Há uma década ela se mudou para Nova Iorque com o intuito de estudar inglês e lá foi abordada por uma editora de revista. “Ela me sugeriu a idéia de trabalhar como modelo “plus size”, elogiou meu rosto e o formato do meu corpo. Até então eu jamais havia ouvido falar e achei até que era piada”, diz.

Recentemente, ela esteve em Fortaleza onde fez campanha para a marca feminina Eveíza, especializada em tamanhos especiais. O Eva acompanhou o “making of”. “Essa é a minha primeira visita. A possibilidade de trabalhar dentro do meu País me enche de alegria, até porque a família do meu pai é de Fortaleza. Além disso, a campanha é maravilhosa”, empolga-se. Embora goste do Brasil, ela não pensa em ficar por aqui, e o motivo é claro: “sou cigana, gosto de arrumar a mala e sair mundo a fora”.
Flúvia confessa que antes de atuar como modelo sempre se interessou por moda, mas nunca considerou a idéia por acreditar que precisava ser “pele e osso” e esse, definitivamente, nunca foi seu biótipo. Hoje, deixou para trás o preconceito, e está tudo bem diferente.

Atualmente contratada da Agência Elite Models, Flúvia já fez editoriais para revistas como Glamour, Latina, Redbook, Marie Claire e campanhas para marcas de Nova Iorque como Igigi, Fashion Bug, Kiyonna e Dulce, além de várias lojas de departamentos, tanto nos EUA como no México e na Europa. Apesar do sucesso, a jovem admite que a noção das pessoas sobre a profissão de modelos “plus size” é bastante distorcida. “Acham que você pode ser enorme, mas não é bem assim. Há limitações de tamanhos e medidas também”, explica. Ela tem manequim 48, busto 1,09 m, cintura 90 cm, quadril 1,30 m e 1,70 m de altura.

E sobre preconceito? Flúvia diz que sempre ouve os comentários do tipo “você tem um rosto tão lindo”, como se não tivesse um corpo. “Isso costumava me irritar bastante, muito mais pela falta de educação das pessoas (...) E a idéia é simplesmente essa, eu sou feliz com meu corpo, não sinto necessidade de passar fome”, explica.

Saudável

A alimentação é um detalhe com o qual ela tem muito cuidado. Em sua casa, não entram comidas com pesticidas, químicos e hormônios. Na hora de exercitar o corpo, a paixão número um é a bicicleta, mas, além disso, faz aula de yoga bikram e flamenco.

“Sou altamente ativa. Em Nova Iorque, ter carro é um pesadelo. Sempre andamos a pé para tudo que precisamos fazer”, afirma. Quanto à beleza, demonstra carinho todo especial: sempre cuida da pele, com hidratante ou bloqueador solar, e bebe muita água.

Com tanta experiência, a modelo aconselha a mulheres que, como ela, sofrem com o olhar da sociedade e convida-as a celebrar a diversidade com alegria: “A questão é: por que não posso ser feliz como sou? É como costumo brincar: ninguém paga suas contas, então por que se ligar no que os outros pensam?”.
DN
Postado por Igor Guilhon Marcadores: ,
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Taís, personagem da novela da Globo "Paraíso tropical" interpretada por Alessandra Negrini, vive sem dinheiro. Sem disposição para arranjar trabalho, ela ganha a vida aplicando golpes nos outros. Tudo com muita elegância.

As figurinistas da novela das oito Natália Duran e Helena Gastal disseram que é possível estar sempre bem-vestida, mesmo com pouco dinheiro no bolso.


Para Natália, o segredo é saber aproveitar as liquidações, pontas de estoque e fábricas que vendem as peças de roupa diretamente para o cliente. "Tem vários lugares assim. São Paulo até tem mais que o Rio de Janeiro. Tem as pontas de estoque, em que, quando acaba a estação, tudo o que sobrou nas lojas vai parar na ponta de estoque.

Você encontra uma roupa pelo terço do preço que ela custava na loja", completa Helena. Outra dica da figurinista são os brechós chiques. "É possível comprar roupa de grife importada por um quinto do preço que aquilo custaria. Ainda é uma roupa cara, porque gente rica compra roupa, enjoa e usa só uma vez."


Quanto à mistura de peças, um dos segredos do visual de Taís na novela, Helena afirma que o melhor é investir em peças boas e básicas. "É importante investir em peças boas, que você possa usar muitas vezes.


Ao invés de ficar comprando uma coisinha, é melhor comprar uma boa calça, uma boa saia, que você possa montar de diversas maneiras. Com um bom jeans, sabendo misturar uma bolsa e uma jóia bacana, você dá charme a uma roupa." Da série faça você mesmo, ela dá a dica: "Você pega uma camisetinha, corta, bota um coletinho e pronto, você está um charme. O acessório dá um 'plus'. Você coloca um cinto e a roupa já cresce".

Identificação x admiração

Para criar o figurino das gêmeas Taís e Paula (ambas vividas por Alessandra Negrini), as figurinistas se preocuparam, além do perfil de cada uma delas, com a vida que a personagem leva, e o cenário em que ela está inserida.


"O que a dramaturgia quer dessas personagens? Que a Paula seja uma menina com quem as pessoas possam se identificar, e que a Taís seja uma menina que a gente possa admirar", descreve Helena. Paula, a gêmea boazinha, ganhou ares de boneca com as criações das figurinistas. "Ainda estamos começando com a Paula devagarzinho, porque ela está passando por várias fases. A fase Bahia, a fase Amazônia, em que ficou só de uniforme, e agora ela está indo para o Rio de Janeiro. Estamos construindo ela com uma graça de boneca", define Natália.

"A Taís é mais fácil, porque você vai às lojas e faz uma super produção", complementa. Helena lembra que o figurino da gêmea picareta é menos esportivo, com peças de seda, minissaias e botas.



A figurinista diz que ainda é cedo para avaliar a resposta do público - que costuma copiar nas ruas tudo de legal que aparece nas atrizes das novelas - com relação aos modelitos usados pelas personagens de "Paraíso tropical". Mas é fato que as duas já serviram de inspiração para muita mulher por aí.


"A gente já reparou coisas do tipo: um vestido que ela usou outro dia, fomos à loja e todos tinham sido vendidos. As vitrines também estão cheias de vestidos com botas. Fomos a um shopping e, não sei se por coincidência, as vitrines estavam com coletinhos, com uns looks meio parecidos com o da Taís", admite Helena.

Ela conta ainda que as miniaturas de roupas usadas por Bebel, a prostituta vivida por Camila Pitanga, também têm caído nas graças da mulherada brasileira. "O figurino dela tem feito bastante sucesso", garante.

Postado por Igor Guilhon Marcadores: ,
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Vestir uma roupa que esteja na moda pode parecer fácil para aqueles que estão em forma, mas para quem está acima do peso, a briga não é somente com a balança.

O mercado da moda aposta pouco em roupas para pessoas que estão fora dos padrões de magreza, mas nem por isso gostam de se vestir mal. Clientes não faltam. Pelo menos, é o que garante uma recente pesquisa do Ministério da Saúde, onde o Rio é apontado como líder entre as capitais com o maior percentual (48,3%) da população com sobrepeso.


A cantora Preta Gil, que foi a rainha da bateria da Mangueira este ano, já sentiu na pele a dificuldade de encontrar uma peça que se encaixasse no seu manequim.

“Já vesti 46. Aí, a solução é muita costureira na veia”, brinca. Ela completa: “Obviamente, as lojas não estão acostumadas a ter roupas maiores.

Vestindo 40 ou 42, você encontra roupa facilmente, mas de 44 pra lá, fica difícil”, declarou.

O problema, segundo ela, não é enfrentado somente pelas "gordinhas". “Problema com roupa, toda mulher tem. Estando ou não acima do peso.


Conheço muita mulher magra que tem perna comprida e não encontra calça para usar.”

A solução para Preta foi usar a criatividade. “Não adianta achar que você vai sair por aí vestido igual a todo mundo. Tem que ser criativo. Agora consigo comprar roupas de todos os estilistas que gosto”, disse a cantora.

A moda está tão ligada à boa forma que até virou tema do filme "O Diabo veste Prada", em que uma cruel editora interpretada pela veterana Meryl Streep faz questão de estar rodeada por profissionais bem vestidos, mas desde que vistam o tamanho 38.

A estilista Sabrina Toledo, de 28 anos, sabe bem a dor-de-cabeça que é achar roupas no tamanho 46. Ela própria vive essa rotina. Desapontada com o seu próprio mercado de trabalho, Sabrina lamenta a pouca oferta. “Roupa mais transada para gordinho não existe.


Para comprar calça jeans, tenho que pedir o modelo masculino, porque é mais fácil encontrar uma numeração maior.” Sabrina reclama que as lojas não estão preparadas para atender quem está acima do peso. “Nas lojas de gente gorda não há roupas para jovens, só roupas para velhos. É como se gordo fosse velho”, lamenta.

Gordinha assumida, a administradora Ana Letícia Richard, de 28 anos, que faz parte de comunidades no site de relacionamento Orkut, como "Sou gorda sim e daí" e "Sou gorda, mas sou feliz", acha que o mercado de moda já foi pior. “Fui obesa a minha vida inteira.

Visto 54 ou 56. Mas na minha adolescência era pior. Eu só encontrava aqueles conjuntos estampados horrorosos ou aquelas roupas muito escuras, com muito preto. Hoje, não é tudo que você encontra e não é tudo que fica bem, mas tem mais opção”, falou.

Letícia acha, no entanto, que os shoppings ainda oferecem poucas opções que caiam bem. “Moro em Nova Iguaçu e lá consigo achar uma roupa do mesmo modelo nos tamanhos 42 a 64. Mas, às vezes, vou a Petrópolis fazer compras”, disse. Ela aproveita e lembra que sapatos também são difíceis de encontrar. “É complicado achar sapato para pé gordo.”

Lojas têm pouca oferta de tamanhos maiores


Quem vai às compras comprova a dificuldade. O básico até existe, mas quando a idéia é achar um modelito mais fashion, aí a coisa se complica.

Poucas lojas investem em roupas com numeração acima do tamanho 44 e, aquelas que vendem, se arriscam pouco: geralmente optam pelos modelos tradicionais e têm poucas quantidades no estoque.

Na loja Oh, Boy!, a clientela é formada por jovens meninas em busca das últimas tendências da moda. Mas quem está acima do peso, pode sair frustrada de lá.

A numeração vai de 34 a 42, mas pode variar. “Tem tamanho 34 que é bem pequeno e tem 42 que é muito grande. Mas calças, saias, bermudas e shorts daqui não cabem nas mais gordinhas.

As blusinhas às vezes cabem”, afirma a vendedora Daniela Vasconcelos. Em alguns casos, a modelagem chega a ser tão pequena que até mesmo crianças conseguem comprar algum modelo, mas quem está acima do peso sofre.

“As gordinhas sabem que aqui não há tamanhos grandes. A gente até fala para o pessoal do estilo, mas a procura não é tão grande, porque as pessoas já sabem que aqui a numeração é pequena."

A timidez é outro fator que atrapalha na hora das compras. “Algumas pessoas se sentem constrangidas de perguntar se tem o seu tamanho. Na maioria das vezes, elas não perguntam se tem 46 ou 48, e sim até que tamanho tem”, diz Daniela. Outra vendedora da Oh, Boy!, Diana Castro, confirma: “Elas entram na loja, olham e dizem que aqui não tem roupa para elas.

Tive uma cliente mais gordinha que gostava de tudo e nada cabia nela. Ela adorou uma bermuda e queria comprar mesmo sabendo que não dava nela. Falei que era besteira gastar dinheiro com uma roupa que ela não poderia usar”, lembra Diana.

No Cantão, o maior tamanho não passa de 44. A nova coleção apostou na modelagem mais "ampla", como diz a gerente Andréia Candal, mas não foi pensando na juventude que está acima do peso e sim nas tendências da moda.

“A modelagem dessa estação acabou favorecendo as mais gordinhas, mas isso não foi de propósito. Temos poucas clientes gordinhas. Algumas tiveram neném recentemente, mas não são gordas. Estão apenas fora do peso”, diz Andréia.

A Triton tem algumas calças masculinas com numeração até 46, mas em pouca quantidade. Tamanho 48 nem pensar. A procura maior pela grife é de pessoas jovens e com corpos mais malhados.

“A gente foca muito nas modelos, mas conseguimos atender algumas pessoas mais cheinhas. Trabalho aqui há três anos e nunca foi cogitado aumentar os tamanhos.

Não sei se compensa financeiramente para empresa aumentar a numeração. Acho que em um ano, vendo, no máximo, 35 calças de tamanho 46”, estima o subgerente Rogério Balthazar.

Gordinhos levam mais de um modelo para garantir

Mas o que muitos empresários não acreditam é que vender roupas para pessoas com sobrepeso pode virar um bom negócio. “Quando a pessoa gosta de um modelo, acaba levando três ou quatro calças para garantir, pois sabe que se for em outras lojas, não vai encontrar”, diz o subgerente da Triton.

Na estilosa e conceitual Cavalera, o vendedor André Luiz Santos afirma que “grande parte dos gordinhos é tímida” e argumenta que a venda de roupas com numeração grande não é um bom negócio.

“A gente acumula no estoque o tamanho 44”, garante André. Seu colega de trabalho, Leonard Bernard, é outro que acredita que a população com sobrepeso tem vergonha de entrar na loja e perguntar se tem o seu tamanho de roupa.

“Eles ficam constrangidos de perguntar se tem o tamanho tal. Além disso, é difícil para o gordinho achar roupa transada e que esteja na moda, então quando ele encontra, aproveita a oportunidade e compra logo várias”.

A Ellus e a Fórum, duas marcas tradicionais, apostam nos tamanhos maiores para atender a clientela que vai de adolescentes a adultos, mas quase sempre visando o tradicional. “Quem vem aqui, diz sempre que não achou roupa em lugar nenhum. Por isso, eles sempre levam três ou quatro peças de uma vez.

O gordinho gosta do tradicional”, afirma a gerente da Ellus, Rosane Habib. Os modelos tradicionais das calças masculinas da Fórum chegam até o tamanho 52.

Já a modelagem feminina, chega até o 46. Às vezes, com um pouco de sorte, a cliente encontra uma ou outra peça 48. “Aqui a procura dos gordinhos é grande.

Público tem, mas não é o que predomina. Os tamanhos que mais vendem são os menores. Para os gordinhos, calça básica vende muito. Temos até algumas mais modernas, mas são poucas.

A gente não oferece nada que não favoreça. Queremos que o cliente se sinta bem”, fala a gerente Renata Abreu.

Segundo o gerente Marcos Albuquerque da Wöllner, é mais fácil vender tamanhos 48 ou 50 para jovens altos e fortes do que para pessoas com sobrepeso. “Os gordinhos já sabem as lojas onde comprar.

Na nossa loja, os tamanhos que mais vendem são 40, 42 e 44. É a nossa maior quantidade de peças.” Para não perder clientes, há alguma coisa no tamanho 46 para as mulheres e 50 para os homens, mas não é muito. “Infelizmente, o comércio hoje não está podendo arriscar.

Nos extremos, ou seja, nos tamanhos muito pequenos ou muito grandes, recebemos pouca coisa para vender. Então, costumamos ligar para os clientes e avisá-los. É comum um gordinho gostar de um modelo e levar todas as cores disponíveis, porque sabe que vai ter dificuldade de encontrar”, conta Marcos.

a descolada Redley, os maiores tamanhos de roupa chegam a 46 para homens e 44 para mulheres. Mesmo assim, a intenção não é vestir pessoas com sobrepeso, mas deixar a roupa larga e o mais confortável possível para os clientes. “Nossa modelagem não é muito grande. Ainda mais se falando de roupa de surfe, que a pessoa normalmente usa maior, para ficar mais soltinha. Acho que deveríamos ter, pelo menos, o número 48”, opina a gerente Fernanda Marinheiro.

A Enjoy é uma exceção no mercado.
A loja, no entanto, tem um estilo voltado para mulheres na faixa dos 30 anos. “Todas as peças vêm do tamanho PP ao GG. A numeração maior é a que acaba mais rápido.


A procura é tão grande que pensamos em atrair um público mais jovem”, diz a vendedora Edvania Ramos.
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Por esta grana, com certeza a mulher deve vir junto.
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Ele foi criado por Susan Rosen e carrega um total de 150 quilates em diamantes.
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