sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Peito de silicone: eles pedem, elas 'turbinam'


Não basta ter peito, tem que ter muito peito. Homens insatisfeitos com o tamanho dos seios das suas companheiras pagam para elas turbinarem o visual. Até o tamanho do novo peito é escolhido com a concordância deles. E elas gostam. Segundo o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, regional Rio, Luiz Haroldo Pereira, cada vez mais os homens estão interferindo no visual das mulheres. E eles querem mais, não se satisfazem com pouco.

“Hoje em dia alguns namorados e maridos incentivam e pedem para as mulheres colocarem um peito maior. Antigamente eles eram contra. Hoje participam ativamente. Acontece de o marido querer maior e a mulher não. Agora elas chegaram à conclusão de que os homens gostam de peito grande e fazem tudo para se sentirem poderosas. Aquelas que operaram para reduzir a mama há 15 anos estão retornando para colocar silicone. É o novo padrão estético de beleza da brasileira”, observa o médico.

A dançarina Gracyanne Barbosa, (foto acima), 24 anos, mulher do pagodeiro Belo, aumentou seus peitos em 450 mililitros a pedido do cantor. Ela conta que o marido foi o maior incentivador da cirurgia e que a medida exata da turbinada foi decisão dele e do médico.

“Eu não tinha nada. Há uns seis anos coloquei um pouco de peito. A minha prótese, no começo deste ano, endureceu e eu tinha que trocá-la. Aí eu comecei a namorar o Belo e ele incentivou. O médico também deu a maior força. Por mim só colocaria 350 mililitros, mas pus 450 ml por sugestão do Belo. Ele me convenceu a colocar um peitão maior, disse que ia combinar mais comigo, com a minha bunda, com a minha pele. Ficou legal.", explica a rainha da bateria do Salgueiro.

Apesar de estar satisfeita com a silhueta e o tamanho de seus peitos, a funcionária aposentada do Ministério da Saúde, Vera Rossi, de 57 anos, admite que procurou a cirurgia porque seu companheiro pressionou. Eles estão casados há 33 anos e o relacionamento vai bem, às mil maravilhas. A prótese de silicone, segundo o casal, recuperou o fôlego e a forma da relação, a mesma de quando casaram.

“Ela voltou a ter o corpo que tinha aos 30 anos. Está tudo no lugar. Existem aquelas exageradas: você olha e têm dois melões lá em cima. Coisa de americano. Nós aqui gostamos das mulheres mais bem distribuídas. Eu que paguei e fiquei muito satisfeito que ela tenha feito. Estou aproveitando bastante, curtindo com muito prazer”, confessa o arquiteto Pedro Rossi, 82 anos, cheio de gás, às gargalhadas como um menino diante de um brinquedo novo.

Em tom de brincadeira, Vera conta que não agüenta mais tanta bajulação do marido, um babão em tempo integral. “Eu fiz porque ele pediu. Eu não achava nada. Fui ao médico para tirar uma papa e resolvi fazer. Pedro está adorando. A toda hora diz que estou linda. Acho que vou voltar ao médico e pedir que ele retire a prótese. Não agüento mais tantos elogios”, ameaça a esposa.

Nem todas as siliconadas, no entanto, turbinam o peito por pressão do marido ou namorado. Apesar de sua beleza ser reconhecida quase que por unanimidade, a atriz Grazielli Massafera, quem diria, já teve problemas de auto-estima por ter seios pequenos. Resolveu a questão, sem influências, e evitou anos de análise com uma prótese de silicone. Mesmo assim, seu médico tentou convencê-la a colocar seios mais fartos.


“Sempre fui magra e alta. Achava que faltava peito. Por vontade própria resolvi colocar para me sentir mais bonita. Eu não tinha nada. Tanto que nem pus muito. O médico queria mais, mas eu não queria uma coisa exagerada. Preferia algo que estivesse de acordo com o meu tamanho. Estou satisfeitíssima com o resultado", comemora a bela.

Em busca do peito perdido


Para dar uma turbinada no relacionamento, nada melhor do que um trato nos peitos. A professora aposentada de educação física, Tânia Pereira, 50 anos, que o diga. Preparou uma surpresa para o maridão no seu aniversário, mesma data do dia dos namorados (12 de junho). Ela se submeteu a uma cirurgia de redução de mama, há 11 anos, mas com o tempo o resultado não satisfez mais seus ideais de beleza. Incentivada pelo companheiro e pelas duas filhas, resolveu aumentar seu poder de sedução e comemorar seu meio século de vida em grande estilo.

“Foi um presente para nós dois. Eu escolhi junto com ele o tamanho. Ele adorou a idéia. Ficou na medida certa. Meu peito estava precisando de uma melhorada. Ficou um show. Ele disse: ‘Ai que bom. Vou aproveitar esses peitinhos novos’. Agora eu me arrisco até a usar blusas decotadas e sem sutiã”, conta feliz da vida.

Antes de conhecer o marido, há 15 anos, a comerciante Clarisse Cabral, de 32 anos, reduziu os seios por considerá-los excessivamente grandes. Agora ela se arrependeu e quer aumentá-los porque o marido prefere os fartos.

“Ele diz que gosta de sustança. Ainda não marquei a operação, mas vou fazer. Estamos casados, com três filhos, e acho que ele merece isso. Por que não? Não posso dizer que ele me pressiona, mas ele sempre diz que gostaria que eu tivesse mais peito”, explica.

Quanto custa

O preço da turbinada varia entre R$ 8 mil e R$ 16 mil . O cirurgião plástico Haroldo Pereira avisa que o implante deve ser feito em ambiente hospitalar com um cirurgião plástico e um anestesista ligados às sociedades de suas especialidades. A cirurgia não deve ser feita em menores de 18 anos.

“É importante que a cirurgia seja feita no hospital e não em consultórios, que não são liberados pela Vigilância Sanitária por falta de condições de higiene e socorro rápido. A mulher corre risco de contrair alguma infecção”, adverte o médico.

Ele explica que a colocação de prótese de silicone é umas das cirurgias mais seguras. “Antes era um gel líquido e hoje as moléculas são mais consistentes, sem qualquer possibilidade de vazamento. Por isso, o resultado melhorou. O índice de problemas, somando tudo o que é possível acontecer, é de 4%. Antes era de 30%.”

No Orkut é possível encontrar todo tipo de peito

No Orkut existem várias comunidades de ode às próteses de silicone. A “Eu tenho silicone, e daí?”, tem 6.308 membros e pede a participação de mulheres que já colocaram ou gostariam de colocar peitos novos. É possível encontrar também grupos de homens que se encontram no Orkut para trocar figurinha sobre a predileção por mulheres siliconadas, como a comunidade “Adoro mulher com silicone”, com 4.206 membros de todo o Brasil.

Mulheres contempladas pela natureza também têm sua comunidade, em geral protestando contra as siliconadas. A “Tenho peito e não é silicone!”, com 11.238 membros, avisa que a comunidade é para “todas aquelas criaturas que possuem seios naturais, bonitos, grandinhos e sem uma gota de silicone”.

Não basta ter peito, tem que ter muito peito. Homens insatisfeitos com o tamanho dos seios das suas companheiras pagam para elas turbinarem o visual. Até o tamanho do novo peito é escolhido com a concordância deles. E elas gostam. Segundo o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, regional Rio, Luiz Haroldo Pereira, cada vez mais os homens estão interferindo no visual das mulheres. E eles querem mais, não se satisfazem com pouco.

“Hoje em dia alguns namorados e maridos incentivam e pedem para as mulheres colocarem um peito maior. Antigamente eles eram contra. Hoje participam ativamente. Acontece de o marido querer maior e a mulher não. Agora elas chegaram à conclusão de que os homens gostam de peito grande e fazem tudo para se sentirem poderosas. Aquelas que operaram para reduzir a mama há 15 anos estão retornando para colocar silicone. É o novo padrão estético de beleza da brasileira”, observa o médico.

A dançarina Gracyanne Barbosa, (foto acima), 24 anos, mulher do pagodeiro Belo, aumentou seus peitos em 450 mililitros a pedido do cantor. Ela conta que o marido foi o maior incentivador da cirurgia e que a medida exata da turbinada foi decisão dele e do médico.

“Eu não tinha nada. Há uns seis anos coloquei um pouco de peito. A minha prótese, no começo deste ano, endureceu e eu tinha que trocá-la. Aí eu comecei a namorar o Belo e ele incentivou. O médico também deu a maior força. Por mim só colocaria 350 mililitros, mas pus 450 ml por sugestão do Belo. Ele me convenceu a colocar um peitão maior, disse que ia combinar mais comigo, com a minha bunda, com a minha pele. Ficou legal.", explica a rainha da bateria do Salgueiro.

Apesar de estar satisfeita com a silhueta e o tamanho de seus peitos, a funcionária aposentada do Ministério da Saúde, Vera Rossi, de 57 anos, admite que procurou a cirurgia porque seu companheiro pressionou. Eles estão casados há 33 anos e o relacionamento vai bem, às mil maravilhas. A prótese de silicone, segundo o casal, recuperou o fôlego e a forma da relação, a mesma de quando casaram.

“Ela voltou a ter o corpo que tinha aos 30 anos. Está tudo no lugar. Existem aquelas exageradas: você olha e têm dois melões lá em cima. Coisa de americano. Nós aqui gostamos das mulheres mais bem distribuídas. Eu que paguei e fiquei muito satisfeito que ela tenha feito. Estou aproveitando bastante, curtindo com muito prazer”, confessa o arquiteto Pedro Rossi, 82 anos, cheio de gás, às gargalhadas como um menino diante de um brinquedo novo.

Em tom de brincadeira, Vera conta que não agüenta mais tanta bajulação do marido, um babão em tempo integral. “Eu fiz porque ele pediu. Eu não achava nada. Fui ao médico para tirar uma papa e resolvi fazer. Pedro está adorando. A toda hora diz que estou linda. Acho que vou voltar ao médico e pedir que ele retire a prótese. Não agüento mais tantos elogios”, ameaça a esposa.

Nem todas as siliconadas, no entanto, turbinam o peito por pressão do marido ou namorado. Apesar de sua beleza ser reconhecida quase que por unanimidade, a atriz Grazielli Massafera, quem diria, já teve problemas de auto-estima por ter seios pequenos. Resolveu a questão, sem influências, e evitou anos de análise com uma prótese de silicone. Mesmo assim, seu médico tentou convencê-la a colocar seios mais fartos.


“Sempre fui magra e alta. Achava que faltava peito. Por vontade própria resolvi colocar para me sentir mais bonita. Eu não tinha nada. Tanto que nem pus muito. O médico queria mais, mas eu não queria uma coisa exagerada. Preferia algo que estivesse de acordo com o meu tamanho. Estou satisfeitíssima com o resultado", comemora a bela.

Em busca do peito perdido


Para dar uma turbinada no relacionamento, nada melhor do que um trato nos peitos. A professora aposentada de educação física, Tânia Pereira, 50 anos, que o diga. Preparou uma surpresa para o maridão no seu aniversário, mesma data do dia dos namorados (12 de junho). Ela se submeteu a uma cirurgia de redução de mama, há 11 anos, mas com o tempo o resultado não satisfez mais seus ideais de beleza. Incentivada pelo companheiro e pelas duas filhas, resolveu aumentar seu poder de sedução e comemorar seu meio século de vida em grande estilo.

“Foi um presente para nós dois. Eu escolhi junto com ele o tamanho. Ele adorou a idéia. Ficou na medida certa. Meu peito estava precisando de uma melhorada. Ficou um show. Ele disse: ‘Ai que bom. Vou aproveitar esses peitinhos novos’. Agora eu me arrisco até a usar blusas decotadas e sem sutiã”, conta feliz da vida.

Antes de conhecer o marido, há 15 anos, a comerciante Clarisse Cabral, de 32 anos, reduziu os seios por considerá-los excessivamente grandes. Agora ela se arrependeu e quer aumentá-los porque o marido prefere os fartos.

“Ele diz que gosta de sustança. Ainda não marquei a operação, mas vou fazer. Estamos casados, com três filhos, e acho que ele merece isso. Por que não? Não posso dizer que ele me pressiona, mas ele sempre diz que gostaria que eu tivesse mais peito”, explica.

Quanto custa

O preço da turbinada varia entre R$ 8 mil e R$ 16 mil . O cirurgião plástico Haroldo Pereira avisa que o implante deve ser feito em ambiente hospitalar com um cirurgião plástico e um anestesista ligados às sociedades de suas especialidades. A cirurgia não deve ser feita em menores de 18 anos.

“É importante que a cirurgia seja feita no hospital e não em consultórios, que não são liberados pela Vigilância Sanitária por falta de condições de higiene e socorro rápido. A mulher corre risco de contrair alguma infecção”, adverte o médico.

Ele explica que a colocação de prótese de silicone é umas das cirurgias mais seguras. “Antes era um gel líquido e hoje as moléculas são mais consistentes, sem qualquer possibilidade de vazamento. Por isso, o resultado melhorou. O índice de problemas, somando tudo o que é possível acontecer, é de 4%. Antes era de 30%.”

No Orkut é possível encontrar todo tipo de peito

No Orkut existem várias comunidades de ode às próteses de silicone. A “Eu tenho silicone, e daí?”, tem 6.308 membros e pede a participação de mulheres que já colocaram ou gostariam de colocar peitos novos. É possível encontrar também grupos de homens que se encontram no Orkut para trocar figurinha sobre a predileção por mulheres siliconadas, como a comunidade “Adoro mulher com silicone”, com 4.206 membros de todo o Brasil.

Mulheres contempladas pela natureza também têm sua comunidade, em geral protestando contra as siliconadas. A “Tenho peito e não é silicone!”, com 11.238 membros, avisa que a comunidade é para “todas aquelas criaturas que possuem seios naturais, bonitos, grandinhos e sem uma gota de silicone”.
Postado por Fred Guilhon Marcadores: ,