terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Tropa de Elite (Arnaldo Jabor)

O sucesso do filme se deve ao prazer de ver alguém fazer alguma coisa contra a violência.

O sucesso de “Tropa de Elite” não se deve a razoes artísticas ou dramáticas.

Ninguém vai se deleitar com sangue ou balés de brutalidade como os sórdidos filmes americanos costumam encenar.

O sucesso de “Tropa de Elite” se deve ao prazer, ao desejo profundo de ver alguém fazer alguma coisa contra a violência.

Eu prefiro o filme anterior de Jose Padilha, o “Ônibus 174”, que é uma obra prima que leva a reflexão sobre a complexidade política, policial, social, administrativa da miserável realidade do Brasil. “Ônibus 174” é um tratado.

“Tropa de Elite” não leva a reflexão. Mas leva a uma catarse. Explico. No teatro grego os crimes mostrados nas tragédias tinham como finalidade a integração do individuo na polis, na vida da cidade. Era a chamada purificação, a catarse.

Com Wagner Moura o espectador tem a impressão de que algo funciona para sua proteção. Ninguém sabe nada desse papo intelectual se o filme é fascista ou não, porque ninguém sabe nem o que é isso.

A doença principal do Brasil é a inércia, a ausência de providencias, de atitude.

“Tropa de Elite” nos dá a sensação, ilusória talvez, de que no país ainda existe uma atitude.

Por isso, o sucesso.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2007 às 9:30:00 PM |  
O sucesso do filme se deve ao prazer de ver alguém fazer alguma coisa contra a violência.

O sucesso de “Tropa de Elite” não se deve a razoes artísticas ou dramáticas.

Ninguém vai se deleitar com sangue ou balés de brutalidade como os sórdidos filmes americanos costumam encenar.

O sucesso de “Tropa de Elite” se deve ao prazer, ao desejo profundo de ver alguém fazer alguma coisa contra a violência.

Eu prefiro o filme anterior de Jose Padilha, o “Ônibus 174”, que é uma obra prima que leva a reflexão sobre a complexidade política, policial, social, administrativa da miserável realidade do Brasil. “Ônibus 174” é um tratado.

“Tropa de Elite” não leva a reflexão. Mas leva a uma catarse. Explico. No teatro grego os crimes mostrados nas tragédias tinham como finalidade a integração do individuo na polis, na vida da cidade. Era a chamada purificação, a catarse.

Com Wagner Moura o espectador tem a impressão de que algo funciona para sua proteção. Ninguém sabe nada desse papo intelectual se o filme é fascista ou não, porque ninguém sabe nem o que é isso.

A doença principal do Brasil é a inércia, a ausência de providencias, de atitude.

“Tropa de Elite” nos dá a sensação, ilusória talvez, de que no país ainda existe uma atitude.

Por isso, o sucesso.
Postado por Fred Guilhon Marcadores:

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