quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Carmen Miranda




Carmen Miranda (Maria do Carmo Miranda da Cunha)

* 9/2/1909 Marco de Canavezes, Portugal
+ 5/8/1955 Beverly Hills, Los Angeles, EUA

Cantora - Atriz - Dançarina

Nasceu em Portugal, na pequena aldeia de Marco de Canavezes, Distrito do Porto, vindo para o Brasil com apenas 18 meses.

Seu pai, José Maria Pinto da Cunha, que exercia a profissão de barbeiro, imigrou para o Brasil primeiro.

A mãe, Maria Emília Miranda da Cunha, veio em seguida, trazendo a pequena Carmen e a outra filha mais velha, Olinda.

A família cresceu no Brasil com o nascimento de mais quatro irmãos, Amaro, Cecília, Aurora e Oscar.

Moraram inicialmente em um quarto de aluguel na Rua da Candelária; depois transferiram-se para a Rua Joaquim Silva, na Lapa, até resolver abrir uma pensão.

Encontraram uma grande casa na Travessa do Comércio, nº 13, na Praça XV, e para lá se mudaram.

A mãe assumiu a direção da pensão que fornecia refeições a empregados do comércio e ainda aceitava hóspedes.

O estabelecimento logo passou a ser freqüentado por músicos da época, como Pixinguinha e seu grupo que eram assíduos.

Ainda menina, estudou alguns anos num colégio de freiras, a Escola Santa Tereza, que atendia a crianças humildes, situado no bairro da Lapa, Centro do Rio.

Na infância era chamada pelos apelidos de Bituca e de Carmen por seus familiares.

Ainda adolescente aprendeu a costurar com a irmã Olinda.

Com apenas 15 anos começou a trabalhar como balconista de lojas de roupas femininas, de chapéus e gravatas. Na Maison Marigny, aprendeu a decorar chapéus femininos e logo depois já estava empregada como aprendiz na loja La Femme Chic, no Centro do Rio, onde passou a confeccionar chapéus orientada por Madame Boss.

Desde menina demonstrou inclinação para a música, cantando para os amigos em festas, acompanhando os programas radiofônicos de então e imitando as cantoras que faziam sucesso na época, como Araci Cortes.

Na década de 1930, teve um namorado, que ela declarou ter sido o grande amor de sua vida, o remador do Flamengo Mário Cunha.

Em 1938, quando estava em excursão na Argentina com Aurora, recebeu a notícia do falecimento de seu pai.

Foi para os Estados Unidos em 1939, contratada para alguns "shows" em Nova York, na Broadway, onde acabou permanecendo por um ano.

Em 1940 retornou ao Brasil, a fim de rever os amigos e para o casamento de sua irmã Aurora, retornando meses depois para cumprir novo contrato nos Estados Unidos, levando D. Maria.

Um ano depois, Aurora transferiu-se com o marido, e a família passou a viver junta.

Em 1943, submeteu-se a uma operação plástica no nariz, fato que quase lhe impediu a vida artística, pois o médico era um charlatão.

Foi obrigada a refazer a operação com um especialista e, no pós-operatório, foi constatada uma infecção no fígado, que se espalhou e quase lhe tirou a vida.

Em 1947, casou-se com David Sebastian, um assistente de produção norte-americano, com o qual viveu em meio a desentendimentos, fato que, segundo seus biógrafos, foi um dos motivos da forte depressão que a acometeu na época de seu retorno temporário ao Brasil, em 1954.

Em 1948, a imprensa anunciou sua gravidez, confirmada por ela e por seu marido, que declarou que, se nascesse menino, eles o batizariam de Robert, e ela anunciou que, se fosse menina, chamar-se-ia Maria Carmen.

Muitos afirmam que a gravidez não ocorreu de fato, tratando-se, antes, de estratégia de "marketing" para justificar seu impedimento de viajar ao Brasil para receber uma condecoração oferecida pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

De qualquer forma, pouco tempo depois, num dia de trabalho exaustivo, foi internada às pressas e, segundo a imprensa, perdeu a criança que nasceria em março de 1949.
Faleceu em sua residência, em Beverly Hills, Los Angeles, em 5 de agosto de 1955, com apenas 46 anos.

A família decidiu sepultá-la no Brasil, onde foi velada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O cortejo saiu no Aeroporto do Galeão, às 10:30h da manhã do dia 12 de agosto, quando seu corpo chegou ao Brasil, e foi acompanhado por uma multidão de fãs calculada em cerca de meio milhão de pessoas.

Ao passar pela Avenida Rio Branco, uma chuva de papel picado deu à cena mais emoção, reforçada pelos carrilhões da Mesbla, que executavam o refrão de "Adeus batucada", de Synval Silva, grande sucesso na voz dela.

Milhares de lenços brancos foram agitados pela multidão ao longo do trajeto até a Câmara Municipal, onde seu corpo recebeu a visitação de centenas de milhares de fãs.
Músicas de Todos os Tempos

Nenhum comentário:

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 às 1:41:00 AM |  



Carmen Miranda (Maria do Carmo Miranda da Cunha)

* 9/2/1909 Marco de Canavezes, Portugal
+ 5/8/1955 Beverly Hills, Los Angeles, EUA

Cantora - Atriz - Dançarina

Nasceu em Portugal, na pequena aldeia de Marco de Canavezes, Distrito do Porto, vindo para o Brasil com apenas 18 meses.

Seu pai, José Maria Pinto da Cunha, que exercia a profissão de barbeiro, imigrou para o Brasil primeiro.

A mãe, Maria Emília Miranda da Cunha, veio em seguida, trazendo a pequena Carmen e a outra filha mais velha, Olinda.

A família cresceu no Brasil com o nascimento de mais quatro irmãos, Amaro, Cecília, Aurora e Oscar.

Moraram inicialmente em um quarto de aluguel na Rua da Candelária; depois transferiram-se para a Rua Joaquim Silva, na Lapa, até resolver abrir uma pensão.

Encontraram uma grande casa na Travessa do Comércio, nº 13, na Praça XV, e para lá se mudaram.

A mãe assumiu a direção da pensão que fornecia refeições a empregados do comércio e ainda aceitava hóspedes.

O estabelecimento logo passou a ser freqüentado por músicos da época, como Pixinguinha e seu grupo que eram assíduos.

Ainda menina, estudou alguns anos num colégio de freiras, a Escola Santa Tereza, que atendia a crianças humildes, situado no bairro da Lapa, Centro do Rio.

Na infância era chamada pelos apelidos de Bituca e de Carmen por seus familiares.

Ainda adolescente aprendeu a costurar com a irmã Olinda.

Com apenas 15 anos começou a trabalhar como balconista de lojas de roupas femininas, de chapéus e gravatas. Na Maison Marigny, aprendeu a decorar chapéus femininos e logo depois já estava empregada como aprendiz na loja La Femme Chic, no Centro do Rio, onde passou a confeccionar chapéus orientada por Madame Boss.

Desde menina demonstrou inclinação para a música, cantando para os amigos em festas, acompanhando os programas radiofônicos de então e imitando as cantoras que faziam sucesso na época, como Araci Cortes.

Na década de 1930, teve um namorado, que ela declarou ter sido o grande amor de sua vida, o remador do Flamengo Mário Cunha.

Em 1938, quando estava em excursão na Argentina com Aurora, recebeu a notícia do falecimento de seu pai.

Foi para os Estados Unidos em 1939, contratada para alguns "shows" em Nova York, na Broadway, onde acabou permanecendo por um ano.

Em 1940 retornou ao Brasil, a fim de rever os amigos e para o casamento de sua irmã Aurora, retornando meses depois para cumprir novo contrato nos Estados Unidos, levando D. Maria.

Um ano depois, Aurora transferiu-se com o marido, e a família passou a viver junta.

Em 1943, submeteu-se a uma operação plástica no nariz, fato que quase lhe impediu a vida artística, pois o médico era um charlatão.

Foi obrigada a refazer a operação com um especialista e, no pós-operatório, foi constatada uma infecção no fígado, que se espalhou e quase lhe tirou a vida.

Em 1947, casou-se com David Sebastian, um assistente de produção norte-americano, com o qual viveu em meio a desentendimentos, fato que, segundo seus biógrafos, foi um dos motivos da forte depressão que a acometeu na época de seu retorno temporário ao Brasil, em 1954.

Em 1948, a imprensa anunciou sua gravidez, confirmada por ela e por seu marido, que declarou que, se nascesse menino, eles o batizariam de Robert, e ela anunciou que, se fosse menina, chamar-se-ia Maria Carmen.

Muitos afirmam que a gravidez não ocorreu de fato, tratando-se, antes, de estratégia de "marketing" para justificar seu impedimento de viajar ao Brasil para receber uma condecoração oferecida pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

De qualquer forma, pouco tempo depois, num dia de trabalho exaustivo, foi internada às pressas e, segundo a imprensa, perdeu a criança que nasceria em março de 1949.
Faleceu em sua residência, em Beverly Hills, Los Angeles, em 5 de agosto de 1955, com apenas 46 anos.

A família decidiu sepultá-la no Brasil, onde foi velada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O cortejo saiu no Aeroporto do Galeão, às 10:30h da manhã do dia 12 de agosto, quando seu corpo chegou ao Brasil, e foi acompanhado por uma multidão de fãs calculada em cerca de meio milhão de pessoas.

Ao passar pela Avenida Rio Branco, uma chuva de papel picado deu à cena mais emoção, reforçada pelos carrilhões da Mesbla, que executavam o refrão de "Adeus batucada", de Synval Silva, grande sucesso na voz dela.

Milhares de lenços brancos foram agitados pela multidão ao longo do trajeto até a Câmara Municipal, onde seu corpo recebeu a visitação de centenas de milhares de fãs.
Músicas de Todos os Tempos
Postado por Fred Guilhon Marcadores:

0 comentários: