quinta-feira, 22 de março de 2007

Karmann Ghia. O Volkswagen esportivo feito à mão


Apenas três anos após a montagem do primeiro Fusca, quando a indústria automobilística brasileira ainda engatinhava e os carros esportivos que rodavam pelas ruas eram todos importados, um modelo nacional chamava atenção no Salão do Automóvel de 1962, na época realizado no Ibirapuera: o Karmann Ghia.

As belas linhas desenhadas pelo estilista italiano Luigi Segre, do estúdio Ghia, mantiveram-se praticamente as mesmas da versão alemã, à exceção da curvatura dos pára-lamas e de pequenas diferenças no desenho das rodas, além dos quebra-ventos e pára-choques levemente modificados.


O charme do pequeno esportivo da VW logo conquistou uma legião de fãs. O carro tomava forma graças aos artesãos da Karmann Ghia, que moldavam a carroceria manualmente e depois a montavam sobre o chassi do Fusca. Tudo era feito com muito cuidado, inclusive a montagem dos bancos e os detalhes de acabamento interno. Porém, a esportividade do modelo ficava prejudicada pelo fraco motor 1.200 de apenas 36 cavalos.


Mesmo quando se pisava fundo no acelerador, o velocímetro não marcava mais do que 120 km/h, o que fez a VW lançar o modelo 1.500, com 16 cv a mais, em 1967.


No ano seguinte surgia a versão conversível e, dois anos depois, o carro exibia o ronco do motor 1.600 na traseira. O prazer de abaixar a capota e dirigir sem pressa num belo dia ensolarado deixou de ser um privilégio dos donos de modelos importados, com a vantagem da confiabilidade e do baixo custo de manutenção do carro da VW.


Mas o sonho durou pouco, já que apenas 180 conversíveis foram fabricados, de 1968 a 1971. Restava a versão TC, exclusivamente brasileira, lançada um ano depois, cujo motor de 65 cv e o desenho (inspirado no Porsche 911 dos anos 60) eram os principais atrativos.


Em 1976, depois de 24 mil unidades fabricadas, a produção do Karmann Ghia foi encerrada.


Um dos esportivos mais conhecidos do Brasil saía da linha de montagem para entrar para a história da indústria automobilística nacional.


Para consolo dos inconformados, algumas unidades em perfeito estado ainda podem ser encontradas graças aos colecionadores e às técnicas de restauração.

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Apenas três anos após a montagem do primeiro Fusca, quando a indústria automobilística brasileira ainda engatinhava e os carros esportivos que rodavam pelas ruas eram todos importados, um modelo nacional chamava atenção no Salão do Automóvel de 1962, na época realizado no Ibirapuera: o Karmann Ghia.

As belas linhas desenhadas pelo estilista italiano Luigi Segre, do estúdio Ghia, mantiveram-se praticamente as mesmas da versão alemã, à exceção da curvatura dos pára-lamas e de pequenas diferenças no desenho das rodas, além dos quebra-ventos e pára-choques levemente modificados.


O charme do pequeno esportivo da VW logo conquistou uma legião de fãs. O carro tomava forma graças aos artesãos da Karmann Ghia, que moldavam a carroceria manualmente e depois a montavam sobre o chassi do Fusca. Tudo era feito com muito cuidado, inclusive a montagem dos bancos e os detalhes de acabamento interno. Porém, a esportividade do modelo ficava prejudicada pelo fraco motor 1.200 de apenas 36 cavalos.


Mesmo quando se pisava fundo no acelerador, o velocímetro não marcava mais do que 120 km/h, o que fez a VW lançar o modelo 1.500, com 16 cv a mais, em 1967.


No ano seguinte surgia a versão conversível e, dois anos depois, o carro exibia o ronco do motor 1.600 na traseira. O prazer de abaixar a capota e dirigir sem pressa num belo dia ensolarado deixou de ser um privilégio dos donos de modelos importados, com a vantagem da confiabilidade e do baixo custo de manutenção do carro da VW.


Mas o sonho durou pouco, já que apenas 180 conversíveis foram fabricados, de 1968 a 1971. Restava a versão TC, exclusivamente brasileira, lançada um ano depois, cujo motor de 65 cv e o desenho (inspirado no Porsche 911 dos anos 60) eram os principais atrativos.


Em 1976, depois de 24 mil unidades fabricadas, a produção do Karmann Ghia foi encerrada.


Um dos esportivos mais conhecidos do Brasil saía da linha de montagem para entrar para a história da indústria automobilística nacional.


Para consolo dos inconformados, algumas unidades em perfeito estado ainda podem ser encontradas graças aos colecionadores e às técnicas de restauração.
Postado por Fred Guilhon Marcadores: ,

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