quarta-feira, 28 de março de 2007

Sentra acirra concorrência



Após a chegada do Chevrolet Vectra, Renault Mégane, Honda Civic, Ford Fusion e Volkswagen Jetta, agora é a vez da japonesa Nissan entrar de vez na disputa.

O Sentra desembarca no Brasil seis meses depois do lançamento nos Estados Unidos e no México, em sua sexta geração.

A estratégia da Nissan é de tirar da marca a imagem no Brasil de ser apenas uma montadora de carros off-road, passando a fazer parte de outros segmentos.

O Sentra é o pontapé inicial. O modelo foi uma das atrações da Nissan no último Salão do Automóvel de São Paulo.

Só para se ter uma idéia, o mercado de sedans médios no Brasil crescerá 19% este ano, com volume aproximado de 154 mil veículos.

“Nosso lançamento é muito importante nesse contexto de crescimento.

Proporcionará maior visibilidade à marca e reforçará ao consumidor brasileiro que não somos focados apenas em veículos 4x4”, afirma Thomas Besson, presidente da Nissan Mercosul.

Montado em Aguascalientes, México, uma das três fábricas da Nissan com maior índice de qualidade, o Sentra tem três anos de garantia.

Em relação a geração anterior, quanta diferença! Se antes o carro era baixinho, narigudo e meio “balofo”, sem personalidade, o trabalho dos engenheiros agora merece nossas palmas. O carro ficou mais jovem, arrojado e moderno.

Uma espécie de mistura do esportivo Nissan 350Z com o Ford Fusion - neste último caso basta reparar nos detalhes cromados das luzes traseiras.

O teto curvo, um dos detalhes mais marcantes do desenho, junto com os faróis e a traseira curta, contribui para o espaço interno. Os volumes, limpos e sem adereços desnecessários, são acentuados pela linha de cintura alta.São três as versões oferecidas no Brasil (2.0, 2.0 S e 2.0 SL), equipadas com motor de alumínio quatro cilindros 16V, com 142 cv (5.500 rpm) com torque de 20,3 kgfm (4.800 rpm). O carro não vem com versão flex, apenas gasolina.

Dois tipos de transmissão estão disponíveis: a manual de seis marchas e a Xtronic CVT, com função overdrive.

Calma, eu explico o que isso significa. Quer dizer que as passagens de marcha não sofrem solavancos, são imperceptíveis.

Já o câmbio manual tem seis marchas. Aí você poderia me perguntar: para quê seis? Em viagens longas, a sexta marcha colabora para economizar mais combustível.

O Sentra é construído sobre a plataforma C da aliança Renault-Nissan, uma estrutura extremamente rígida composta por sub-chassi para sustentação do motor. Entre os equipamentos de segurança, todas as versões contam com airbag duplo frontal e freios com ABS e controle eletrônico de distribuição de frenagem (EBD).

As versões top de linha trazem airbags de cortina e airbags laterais.

Test-Drive

O manual, de seis marchas, mais a ré, e a automática. Se visualmente ele agrada e empolga, na direção a sensação é a mesma.

O motor responde bem e o ronco parece com o de um esportivo. Se na versão manual as trocas de marchas fazem com que a dirigibilidade seja mais “nervosa”, o câmbio automático é primoroso.
A prometida mudança de marchas sem solavancos é uma realidade que deve vir para ficar, tornando o passeio uma tranqüilidade.

Mas nem pense que isso quer dizer que o motor não tem potência ou torque. Pelo contrário, continua a ser um motor rápido nas respostas.

Para o motorista e o carona o espaço interno é bem aconchegante. Já no banco traseiro, fica confortável para mais duas pessoas. Se tiver a terceira, nem tanto.

Um ponto negativo é o porta-malas, com apenas 371 litros. O do Civic ainda é menor, 340 l, enquanto o Vectra tem 526 l, o Corolla 437 l, o Mégane 520 l e Fusion 530 l. Mas o Sentra criou uma divisória removível no sentido transversal que minimiza o problema, com quatro ganchos para pendurar sacolas, que resulta num volume de 100 litros.

Estratégia

Até o final de 2007 a Nissan pretende contar com 70 concessionárias, no Brasil - hoje são 64 pontos de venda.

Neste ano, após o Sentra, a Nissan irá apresentar o hatch Tiida e a nova Frontier.

“Queremos chegar até 2009 com 9 novos produtos, 120 concessionários, investir US$ 150 milhões e vender 40 mil unidades”, prognostica o presidente da marca, Besson.

Por causa da parceria Renault-Nissan, o Sentra compartilha da mesma base do Mégane.

O carro tem disponível quatro cores: preta, prata, cinza e azul. As rodas de liga leve de 16 polegadas são de série para as versões S e SL e opcionais para a versão de entrada.

Até 2007 a Nissan quer ter 70 concessionárias no Brasil - hoje são 64 pontos de venda.

FICHA TÉCNICASENTRA

Motor: 2.0 16v

Potência: 142 cv

0-100 km/h: 10,4 segundos

Porta-malas: 371 litros

Preço: R$ 58.500,00 (câmbio manual)/R$ 63.500,00 (câmbio automático)

2 comentários:

mistura disse...

Comprei um 2.0S mecânico há um mês e estou decepcionado com o consumo.
Na estrada rodando a 80 km/h com o piloto automático ligado, e com o ar condicionado a todo vapor fez 10,5 km/l.
Acho pouco para um veículo que dizem fazer 16 km/l no CVT.
Será que vai melhorar com o passar do tempo?
De resto nota 10!

Anônimo disse...

Bom dia a todos, tambem comprei um 2.0 S mecânico, no mesmo dia em que peguei o carro, fiz uma viagem para São Paulo, e o achei muito gastão, poupando o pé nos 110 km/h ele fez média 10,3 km/l. Na cidade achei os pedais de embreagem e freio estremamente pesados/duros. Imagina uma hora naquele trânsito de São Paulo, fiquei até com dor na perna...Pergunto melhora o consumo, ou a regulagem da concessionária que podia ser melhor?

Alex Uberaba/MG

quarta-feira, 28 de março de 2007 às 5:49:00 AM |  


Após a chegada do Chevrolet Vectra, Renault Mégane, Honda Civic, Ford Fusion e Volkswagen Jetta, agora é a vez da japonesa Nissan entrar de vez na disputa.

O Sentra desembarca no Brasil seis meses depois do lançamento nos Estados Unidos e no México, em sua sexta geração.

A estratégia da Nissan é de tirar da marca a imagem no Brasil de ser apenas uma montadora de carros off-road, passando a fazer parte de outros segmentos.

O Sentra é o pontapé inicial. O modelo foi uma das atrações da Nissan no último Salão do Automóvel de São Paulo.

Só para se ter uma idéia, o mercado de sedans médios no Brasil crescerá 19% este ano, com volume aproximado de 154 mil veículos.

“Nosso lançamento é muito importante nesse contexto de crescimento.

Proporcionará maior visibilidade à marca e reforçará ao consumidor brasileiro que não somos focados apenas em veículos 4x4”, afirma Thomas Besson, presidente da Nissan Mercosul.

Montado em Aguascalientes, México, uma das três fábricas da Nissan com maior índice de qualidade, o Sentra tem três anos de garantia.

Em relação a geração anterior, quanta diferença! Se antes o carro era baixinho, narigudo e meio “balofo”, sem personalidade, o trabalho dos engenheiros agora merece nossas palmas. O carro ficou mais jovem, arrojado e moderno.

Uma espécie de mistura do esportivo Nissan 350Z com o Ford Fusion - neste último caso basta reparar nos detalhes cromados das luzes traseiras.

O teto curvo, um dos detalhes mais marcantes do desenho, junto com os faróis e a traseira curta, contribui para o espaço interno. Os volumes, limpos e sem adereços desnecessários, são acentuados pela linha de cintura alta.São três as versões oferecidas no Brasil (2.0, 2.0 S e 2.0 SL), equipadas com motor de alumínio quatro cilindros 16V, com 142 cv (5.500 rpm) com torque de 20,3 kgfm (4.800 rpm). O carro não vem com versão flex, apenas gasolina.

Dois tipos de transmissão estão disponíveis: a manual de seis marchas e a Xtronic CVT, com função overdrive.

Calma, eu explico o que isso significa. Quer dizer que as passagens de marcha não sofrem solavancos, são imperceptíveis.

Já o câmbio manual tem seis marchas. Aí você poderia me perguntar: para quê seis? Em viagens longas, a sexta marcha colabora para economizar mais combustível.

O Sentra é construído sobre a plataforma C da aliança Renault-Nissan, uma estrutura extremamente rígida composta por sub-chassi para sustentação do motor. Entre os equipamentos de segurança, todas as versões contam com airbag duplo frontal e freios com ABS e controle eletrônico de distribuição de frenagem (EBD).

As versões top de linha trazem airbags de cortina e airbags laterais.

Test-Drive

O manual, de seis marchas, mais a ré, e a automática. Se visualmente ele agrada e empolga, na direção a sensação é a mesma.

O motor responde bem e o ronco parece com o de um esportivo. Se na versão manual as trocas de marchas fazem com que a dirigibilidade seja mais “nervosa”, o câmbio automático é primoroso.
A prometida mudança de marchas sem solavancos é uma realidade que deve vir para ficar, tornando o passeio uma tranqüilidade.

Mas nem pense que isso quer dizer que o motor não tem potência ou torque. Pelo contrário, continua a ser um motor rápido nas respostas.

Para o motorista e o carona o espaço interno é bem aconchegante. Já no banco traseiro, fica confortável para mais duas pessoas. Se tiver a terceira, nem tanto.

Um ponto negativo é o porta-malas, com apenas 371 litros. O do Civic ainda é menor, 340 l, enquanto o Vectra tem 526 l, o Corolla 437 l, o Mégane 520 l e Fusion 530 l. Mas o Sentra criou uma divisória removível no sentido transversal que minimiza o problema, com quatro ganchos para pendurar sacolas, que resulta num volume de 100 litros.

Estratégia

Até o final de 2007 a Nissan pretende contar com 70 concessionárias, no Brasil - hoje são 64 pontos de venda.

Neste ano, após o Sentra, a Nissan irá apresentar o hatch Tiida e a nova Frontier.

“Queremos chegar até 2009 com 9 novos produtos, 120 concessionários, investir US$ 150 milhões e vender 40 mil unidades”, prognostica o presidente da marca, Besson.

Por causa da parceria Renault-Nissan, o Sentra compartilha da mesma base do Mégane.

O carro tem disponível quatro cores: preta, prata, cinza e azul. As rodas de liga leve de 16 polegadas são de série para as versões S e SL e opcionais para a versão de entrada.

Até 2007 a Nissan quer ter 70 concessionárias no Brasil - hoje são 64 pontos de venda.

FICHA TÉCNICASENTRA

Motor: 2.0 16v

Potência: 142 cv

0-100 km/h: 10,4 segundos

Porta-malas: 371 litros

Preço: R$ 58.500,00 (câmbio manual)/R$ 63.500,00 (câmbio automático)

Postado por Fred Guilhon Marcadores: ,

2 comentários:

mistura disse...

Comprei um 2.0S mecânico há um mês e estou decepcionado com o consumo.
Na estrada rodando a 80 km/h com o piloto automático ligado, e com o ar condicionado a todo vapor fez 10,5 km/l.
Acho pouco para um veículo que dizem fazer 16 km/l no CVT.
Será que vai melhorar com o passar do tempo?
De resto nota 10!

5 de junho de 2008 23:33  
Anônimo disse...

Bom dia a todos, tambem comprei um 2.0 S mecânico, no mesmo dia em que peguei o carro, fiz uma viagem para São Paulo, e o achei muito gastão, poupando o pé nos 110 km/h ele fez média 10,3 km/l. Na cidade achei os pedais de embreagem e freio estremamente pesados/duros. Imagina uma hora naquele trânsito de São Paulo, fiquei até com dor na perna...Pergunto melhora o consumo, ou a regulagem da concessionária que podia ser melhor?

Alex Uberaba/MG

7 de abril de 2009 08:06