sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Transplante de pulmão pode ser feito em 2008


O Centro de Pesquisas e Cirurgias Experimentais (Cenpex) Professor Doutor Antônio Lacerda Machado, do Hospital de Messejana Doutor Carlos Augusto Studart Gomes, foi inaugurado, ontem, em meio a duas possibilidades que podem projetar o Ceará na medicina nacional. No espaço, ampliado com R$ 85 mil de recursos da iniciativa privada, serão feitos experimentos com animais no sentido de viabilizar, no Estado, o primeiro transplante humano de pulmão no Norte e Nordeste, ainda em 2008.

Também no Centro de Pesquisas devem acontecer os primeiros testes com coração artificial. Se isso acontecer, o Ceará será um dos únicos cinco estados brasileiros a fazer esse tipo de procedimento.

A ampliação da unidade foi possível graças à injeção de R$ 73 mil da Fundação Beto Studart e de R$ 12 mil da empresa White Martins. Com a verba, o Centro, que, de 2001 até a reforma funcionava em apenas uma sala, ganhou duas onde podem ser feitos procedimentos simultaneamente, espaço para administração e dois biotérios (para animais de médio e de pequeno porte).

Se o transplante de pulmão for feito aqui, Fortaleza será a quarta capital a realizar cirurgias do tipo, que hoje, no Brasil, só são realizadas em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

De acordo com o coordenador da equipe de transplante pulmonar do Hospital de Messejana, Antero Gomes Neto, os passos para a cirurgia estão avançando. Em 31 de agosto foi formada comissão que está se reunindo semanalmente para discutir detalhes técnicos para viabilizar o transplante.

Neste ano, o médico passou dois meses e meio em Toronto, no Canadá, estudando o tema, no hospital pioneiro mundial em cirurgias do tipo. “As experiências começaram com cães, mas hoje a preferência são os porcos, devido à semelhança fisiológica mais próxima com a humana”, explica. Segundo Antero, toda doença pulmonar em estado terminal torna o paciente passível de transplante, em especial o enfisema (dilatação dos espaços aéreos nos pulmões, causada principalmente pelo cigarro) e a fibrose (degeneração no tecido fibroso).

As equipes estão sendo treinadas, e a expectativa é que o primeiro transplante ocorra no ano que vem.

Como explica o fundador e coordenador do Cenpex, José Maria Furtado Memória Júnior, o Centro será útil também na formação de profissionais, no desenvolvimento de novas tecnologias, de práticas cirúrgicas, de testes fármacos, de trabalhos de mestrado e doutorado e de treinamento para captação de órgãos.

Aí está um ponto fundamental. É que, com as superlotações em emergências e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da cidade, a captação fica comprometida. “As condições de estrutura e funcionais dificultam a captação”, avalia Memória. O coração, por exemplo, tem quatro horas para ser captado e transplantado e o fígado, oito.

De acordo com secretário da Saúde do Estado, médico João Ananias, essa situação vai mudar com a utilização dos 20 novos leitos de UTI do Hospital Geral de Fortaleza e com os planos de investimento na construção de leitos do tipo em Sobral, Brejo Santo e Russas.

“Para descentralizar o serviço”. O governador Cid Gomes participou da inauguração do Centro de Pesquisas.

Mais informações:

Hospital de Messejana
Avenida Frei Cirilo, 3480
Bairro Cajazeiras
(85) 3488.9751
dn

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sexta-feira, 2 de novembro de 2007 às 3:56:00 PM |  

O Centro de Pesquisas e Cirurgias Experimentais (Cenpex) Professor Doutor Antônio Lacerda Machado, do Hospital de Messejana Doutor Carlos Augusto Studart Gomes, foi inaugurado, ontem, em meio a duas possibilidades que podem projetar o Ceará na medicina nacional. No espaço, ampliado com R$ 85 mil de recursos da iniciativa privada, serão feitos experimentos com animais no sentido de viabilizar, no Estado, o primeiro transplante humano de pulmão no Norte e Nordeste, ainda em 2008.

Também no Centro de Pesquisas devem acontecer os primeiros testes com coração artificial. Se isso acontecer, o Ceará será um dos únicos cinco estados brasileiros a fazer esse tipo de procedimento.

A ampliação da unidade foi possível graças à injeção de R$ 73 mil da Fundação Beto Studart e de R$ 12 mil da empresa White Martins. Com a verba, o Centro, que, de 2001 até a reforma funcionava em apenas uma sala, ganhou duas onde podem ser feitos procedimentos simultaneamente, espaço para administração e dois biotérios (para animais de médio e de pequeno porte).

Se o transplante de pulmão for feito aqui, Fortaleza será a quarta capital a realizar cirurgias do tipo, que hoje, no Brasil, só são realizadas em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

De acordo com o coordenador da equipe de transplante pulmonar do Hospital de Messejana, Antero Gomes Neto, os passos para a cirurgia estão avançando. Em 31 de agosto foi formada comissão que está se reunindo semanalmente para discutir detalhes técnicos para viabilizar o transplante.

Neste ano, o médico passou dois meses e meio em Toronto, no Canadá, estudando o tema, no hospital pioneiro mundial em cirurgias do tipo. “As experiências começaram com cães, mas hoje a preferência são os porcos, devido à semelhança fisiológica mais próxima com a humana”, explica. Segundo Antero, toda doença pulmonar em estado terminal torna o paciente passível de transplante, em especial o enfisema (dilatação dos espaços aéreos nos pulmões, causada principalmente pelo cigarro) e a fibrose (degeneração no tecido fibroso).

As equipes estão sendo treinadas, e a expectativa é que o primeiro transplante ocorra no ano que vem.

Como explica o fundador e coordenador do Cenpex, José Maria Furtado Memória Júnior, o Centro será útil também na formação de profissionais, no desenvolvimento de novas tecnologias, de práticas cirúrgicas, de testes fármacos, de trabalhos de mestrado e doutorado e de treinamento para captação de órgãos.

Aí está um ponto fundamental. É que, com as superlotações em emergências e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da cidade, a captação fica comprometida. “As condições de estrutura e funcionais dificultam a captação”, avalia Memória. O coração, por exemplo, tem quatro horas para ser captado e transplantado e o fígado, oito.

De acordo com secretário da Saúde do Estado, médico João Ananias, essa situação vai mudar com a utilização dos 20 novos leitos de UTI do Hospital Geral de Fortaleza e com os planos de investimento na construção de leitos do tipo em Sobral, Brejo Santo e Russas.

“Para descentralizar o serviço”. O governador Cid Gomes participou da inauguração do Centro de Pesquisas.

Mais informações:

Hospital de Messejana
Avenida Frei Cirilo, 3480
Bairro Cajazeiras
(85) 3488.9751
dn
Postado por Fred Guilhon Marcadores:

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