domingo, 9 de setembro de 2007

Sobrevivente de tragédia da TAM diz que está em dívida com Deus


No dia em que a pista principal do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, voltou a funcionar normalmente, após a conclusão das obras do grooving (ranhuras para o escoamento de água da chuva), um dos sobreviventes da tragédia com o Airbus A-320 da TAM decidiu contar em detalhes para o Jornal Nacional os momentos de desespero por que passou logo após o acidente.


O supervisor de cargas da TAM Express, Valdiney Nascimento Muricy, se recupera de seis cirurgias em um hotel situado ao lado do aeroporto. O crachá da TAM fica sempre na mesa de cabeceira. O supervisor de cargas trabalhou 12 anos no mesmo local. Até a noite de 17 de julho, quando houve a explosão.


“Eu estava no terceiro andar do departamento, na minha área. Tinha eu e minha colega de trabalho. A gente ficou fechado por causa do fogo. Era como se fosse uma parede. Você não tinha como ir pro lado de lá e nem eles tinha como vir. Aí a solução foi ir pra janela, respirar e olhar para o chão”, conta Muricy.

O supervisor fala que ainda tentou usar o celular. “Estava muito quente. Não tinha como ficar parado, então ficava andando de um lado pro outro. Eu usei ate o telefone, o celular para ligar pro meu tio para avisar para ele para tentar ver uma forma de meus pais não me verem. Aí eu pulei, né?”
Valdiney ficou três dias em coma, e quando acordou só pensou em uma coisa.

“Vida nova, entendeu? E tentar uma maneira de agradecer a Deus porque a dívida está grande lá em cima, entendeu?”
g1

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No dia em que a pista principal do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, voltou a funcionar normalmente, após a conclusão das obras do grooving (ranhuras para o escoamento de água da chuva), um dos sobreviventes da tragédia com o Airbus A-320 da TAM decidiu contar em detalhes para o Jornal Nacional os momentos de desespero por que passou logo após o acidente.


O supervisor de cargas da TAM Express, Valdiney Nascimento Muricy, se recupera de seis cirurgias em um hotel situado ao lado do aeroporto. O crachá da TAM fica sempre na mesa de cabeceira. O supervisor de cargas trabalhou 12 anos no mesmo local. Até a noite de 17 de julho, quando houve a explosão.


“Eu estava no terceiro andar do departamento, na minha área. Tinha eu e minha colega de trabalho. A gente ficou fechado por causa do fogo. Era como se fosse uma parede. Você não tinha como ir pro lado de lá e nem eles tinha como vir. Aí a solução foi ir pra janela, respirar e olhar para o chão”, conta Muricy.

O supervisor fala que ainda tentou usar o celular. “Estava muito quente. Não tinha como ficar parado, então ficava andando de um lado pro outro. Eu usei ate o telefone, o celular para ligar pro meu tio para avisar para ele para tentar ver uma forma de meus pais não me verem. Aí eu pulei, né?”
Valdiney ficou três dias em coma, e quando acordou só pensou em uma coisa.

“Vida nova, entendeu? E tentar uma maneira de agradecer a Deus porque a dívida está grande lá em cima, entendeu?”
g1
Postado por Fred Guilhon Marcadores: ,

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